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UNIPAC/FUPAC adere a Campanha do Junho Vermelho

A UNIPAC/FUPAC apoia a campanha Junho Vermelho, que surgiu com o propósito de conscientizar a população quanto à importância da doação de sangue. Abaixo o texto elaborado pela coordenadora do curso de Enfermagem, professora Renilza Aparecida do Nascimento Cabral, relatando a importância de ser um doador e os procedimentos necessários para tal ação.

A conscientização de ser um doador de sangue

De acordo com o Ministério da Saúde, o ideal seria que cerca de 3 a 5% da população fossem doadores de sangue para garantir os estoques necessários, no entanto, a média de doadores é menor que 2%. Dessa forma, a escassez de doadores constitui uma questão de saúde pública, pois o sangue coletado dos doadores é imprescindível em determinadas situações de urgência e emergência e em outros problemas de saúde afins, como por exemplo, no caso da doença falciforme, hemofilias, e outras.

Como estratégia para incentivar a doação contínua de sangue e consequentemente aumentar a captação de sangue, o Ministério da Saúde ampliou a idade permitida para doação, compreendendo a faixa etária entre 16 e 69 anos, faixa esta, que contempla grande parte da população. Outra estratégia é a concessão do benefício de dispensa do trabalho para doação de sangue.

A doação de sangue é um processo totalmente seguro, sem riscos para o doador. Em Minas Gerais, a Fundação Hemominas, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde, conta com 22 unidades em todo o estado e é quem garante à população a oferta de sangue e hemoderivados de qualidade. A Fundação adota critérios básicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avaliar quem se encontra ou não apto a doar sangue, visando a proteção e segurança de doadores e receptores. Estas normas são submetidas à revisão periódica, fundamentadas em literatura nacional e internacional.

A avaliação dos candidatos compreende entrevista e triagem laboratorial do sangue. Neste momento o candidato também receberá informações e poderá tirar dúvidas. A entrevista é realizada por um profissional de saúde, que faz algumas perguntas a fim de avaliar se o candidato atende aos critérios para doação, e as informações prestadas são mantidas em rigoroso sigilo.

Os testes laboratoriais visam investigar doenças como AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, HTLV I/II (Vírus linfotrópico humano), Hepatites B e C, além do tipo sanguíneo. Se for necessário confirmar algum destes testes, o doador será convocado para coletar uma nova amostra para encaminhamento a um serviço de saúde. Em cumprimento à legislação vigente, que visa a manter o sigilo dos exames de doadores, a entrega dos resultados dos exames é feita ao próprio doador, mediante solicitação e apresentação de documento de identidade, ou a terceiros, munidos de procuração com firma reconhecida.

A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador, porque a recuperação é imediata após a doação. Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450ml, pouco para quem doa e muito para quem precisa. Todo sangue doado é separado em diferentes componentes: hemácias, plaquetas e plasma, e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Uma única doação pode salvar até 4 vidas.
Homens podem doar de 2 em 2 meses, sendo, no máximo, 4 vezes ao ano. Mulheres podem doar de 3 em 3 meses, sendo, no máximo, 3 doações anuais.

Para doar, basicamente, o candidato deve estar sentindo-se bem, com saúde; apresentar documento com foto, válido em todo território nacional; ter entre 16 e 69 anos de idade e peso acima de 50 Kg. No dia da doação, o candidato não deve estar em jejum; deve ter feito um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior; não ter consumido bebidas alcoólicas nas últimas 12h; evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação e também evitar alimentos gordurosos 3 horas antes. As pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, sobem em andaimes e praticam paraquedismo ou mergulho devem interromper estas atividades por 12 horas antes da doação.

Existem condições que podem impedir temporariamente ou definitivamente o candidato de doar. Nos casos de impedimento temporário o candidato pode voltar a procurar o hemocentro em outra oportunidade. Não pode doar quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade; mulheres grávidas ou que estejam amamentando; pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.
Depois da doação o doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem estar e sobre como poderá, posteriormente, conhecer os resultados dos exames.

Atualmente, o município de Barbacena conta apenas com a agência transfusional que recebe e distribui os hemoderivados que são coletados no Hemominas de Juiz de Fora, sendo este o hemocentro de referência para coleta e dispensação de hemoderivados para o nosso munícipio. Os candidatos a doação poderão comparecer no hemocentro de segunda a sexta-feira, sem agendamento prévio. O Hemominas Juiz de Fora também realiza coletas aos sábados, quando é necessário agendar, por ser comum o comparecimento de grupos de doadores. O telefone para contato é (32) 3257 3100.
Outra unidade próxima a Barbacena é o Hemominas de São João Del Rei, que também realiza coletas que, no caso de grupos, independente do dia da semana, acontece mediante agendamento através do telefone (32) 3322 2900. Nesse hemocentro as doações direcionadas para Barbacena deverão ser informadas no setor de captação no momento da coleta.

Agende sua doação e compareça a uma das unidades do Hemominas, tem sempre alguém precisando de você!